O blog Viomundo é mantido pelo jornalista Luiz Carlos Azenha e não está hospedado em um site de outro meio de comunicação. O objetivo do meio de comunicação é analisar a política nacional através de artigos escritos por diversos jornalistas, de outros veículos e do próprio Azenha. O espaço virtual do Viomundo não é financiado pelo governo ou por órgãos ligados a ele. Os leitores são os patrocinadores do blog.
As matérias e reportagens veiculadas se situam nos bastidores da discussão política nacional, revelando aquilo que a grande mídia não expõe em seus espaços, ou por ir de encontro as suas ideologias ou por envolverem seus objetivos econômicos. Também por isso, o blog quase teve o seu fim decretado após dez anos no ar. O jornalista Azenha sofreu duros ataques judiciais da Rede Globo e de seu diretor geral, Ali Kamel, por “difamação”, pela série de reportagens que publicou no Viomundo sobre a cobertura das eleições para presidente de 2006 feita pela Globo, quando na época era repórter do grupo e presenciou o claro posicionamento da Globo favorável a Geraldo Alckmin, candidato a presidência do PSDB.
A situação emblemática descrita acima, caracteriza muito bem o blog pela sua postura e papel de contra-poder, por vigiar os excessos e os esquecimentos propositais no direcionamento das matérias jornalísticas da grande mídia. Com o canal de informação virtual e alternativo do Viomundo, o leitor pode ter ciência da amplitude dos fatos e de seus aspectos acobertados pelos meios de comunicação, desinteressados nas repercussões de alguns acontecimentos.
O Viomundo nos seus textos diferencia-se um pouco dos outros blogs, por ser uma espécie de reunião de matérias vindas de outros meios de comunicação (blogs e revistas) e seus textos muitas vezes não seguirem uma linha mais próxima da linguagem informal que é típica dos blogs, em geral. Mas o canal de comunicação também tem sua seção de artigos de opinião, que é escrita pelo próprio fundador do espaço online, Luiz Carlos Azenha.
O blog tem uma postura crítica e se alimenta com postagens de revistas e órgãos de esquerda, como o MST. Cumprindo um papel de vigilância aos políticos, às atitudes da mídia e dos governantes e deste modo, exercendo o jornalismo legitimamente como um quarto poder.
Por Hugo Leite

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